Boas, bonitas e nada baratas

07/12/2016 às 2:40 - Atualizado em 17/01/2017 às 3:10

Apesar do preço elevado as rodas de alumínio em breve representarão uma em cada dez vendidas para veículos pesados, e sobram razões para isso

Já foi o tempo que as rodas de alumínio assustavam os empresários, especialmente pelo seu preço muito mais salgado que as de aço, que, afinal, faziam o mesmo serviço. Esse é realmente um papo do século passado.

Hoje preferência nacional na equipagem dos ônibus interestaduais e de fretamento, as rodas de alumínio conquistam também os transportadores de carga, graças às vantagens que oferece, desde a capacidade de dissipação do calor muito maior que as de aço até a economia de combustível, pois adicionam muito menos peso às composições.

Para se ter uma ideia, a diferença de peso entre as rodas de alumínio e as de aço chega a 21 quilos, o que é uma vantagem e tanto. “Numa composição bi-trem a unidade que utiliza rodas de alumínio apresenta uma tara 800 quilos menor”, garante Rodrigo L. Leal, diretor Unidade de Negócios Commercial Vehicle Wheels, da Alcoa Latin America e Caribbean.

Para o dirigente, uma transportadora de madeira calculou na ponta do lápis e concluiu que amortiza as rodas de alumínio em apenas 13 meses. “Isso apesar de o produto custar três ou quatro vezes mais que uma roda de aço”, esclarece Leal.

Os empresários do transporte rodoviário de passageiros foram os primeiros a optar por essas rodas, primeiro pela beleza condizente com as grandes carrocerias premmium de ônibus e depois porque  notaram que as rodas de alumínio permitiam economizar nos custos operacionais.

Além de pesarem quase a metade das concorrentes de aço, as rodas de alumínio apresentam durabilidade média 10% maior e proporcionam uma economia de combustível variável entre 2 a 3% dependendo da aplicação. “Existem rodas com 15 anos ainda em operação”, comemora Leal.

Ele observa que cerca de 50% dos implementos para transporte de madeira já rodam com rodas de alumínio e seu uso começa a se disseminar no transporte de cana-de-açúcar. As rodas da Alcoa são forjadas, as melhores segundo seus técnicos, pois além de 6 ou 7 kg mais leves que as fundidas são mais resistentes. “As rodas fundidas têm problemas de entrada de ar na fase do alumínio líquido, antes da moldagem”, explica.

A economia de custos vem da facilidade de dissipação do calor, qualidade que protege o sistema de freios, itens de suspensão e principalmente a durabilidade dos pneus. “Enquanto as forjadas agüentam o peso de uma tonelada, as de aço entortam e as fundidas quebram”, garante.

Desde 2013 a participação das rodas de alumínio triplicou sua participação de 3% para 9% e prometem passar para dois dígitos em breve com a conscientização crescente dos empresários de cargas.

Texto: Pedro Bartholomeu