DHL Logistics Brazil – Muito mais que Transporte

24/07/2016 às 5:05 - Atualizado em 06/11/2017 às 8:28

DHL-Supply-Chain

Para assegurar satisfação e eficiência aos clientes, gigante do supply chain integra uma série de serviços para baixar custos dos embarcadores

Matéria da Revista Edição nº119, no ano de 2014

DHL Suppy Chain, empresa do grupo Deutsche Post, líder mundial em provisionamento da cadeia de produção e distribuição, investe pesado no Brasil para reduzir custos de seus clientes com a reavaliação e revitalização da cadeia de suprimento, especialmente das empresas de tecnologia.

Esse seguimento, que inclui os artigos eletroeletrônicos, eletrodomésticos, telefonia, informática é o que mais tem crescido nas ultimas décadas e concentra também a maior pressão pela redução de custos, fator de sobrevivência dos fabricantes, comprimidos por margens minúsculas de lucro e concorrência de multinacionais com grande “poder de fogo”.

Ideia digna de ser replicada por muitos operadores logísticos, o conceito de serviços integrados consiste em substituir procedimentos indesejados pelos embarcadores, como instalações, reparos, inspeções e trocas de produtos, que acabam abreviando os custos do fabricante, ao mesmo tempo em que garante a imagem da marca, graças à velocidade de resposta às reclamações.

Dentro dessa perspectiva, Marcos Menna, diretor Sênior de Operações da DHL Supply Chain, explica que a empresa está apresentando um novo conceito para os clientes: “Tudo o que agrega custo para a indústria está sendo colocado para dentro do armazém, desde as inspeções, troca de componentes, logística reversa e até oficinas de reparos de produtos devolvidos”, diz.

A intenção obvia é a de poupar o embarcador ao máximo e preservá-lo exclusivamente à sua atividade fim. Provisionamento, necessidades, distribuição e tudo o mais ficam por conta do operador, procedimento que poupa muito tempo e dinheiro às empresas.

“Só para se ter ideia do tempo economizado, numa operação de logística reversa que fazemos de um celular na capital de São Paulo, o conserto do item dentro do armazém poupa no mínimo dois dias no processo de transporte”, calcula. Imagine, então, se o usuário tiver domicilio no interior de um estado da região norte.     

Com 59 centros de distribuição no Brasil, ou 1 milhão de m², e 10 mil colaboradores, a empresa é o segundo embarcador aéreo de Manaus, com 20 toneladas por dia, perdendo apenas para a Honda, fabricante de motocicletas lá instalada. Isso apesar do avanço do sistema de rodo- cabotagem, que tem duração de 15 a 20 dias até Santos, mas tem avançado muito em virtude de questões de segurança.

Operadores logístiscos começam a trabalhar muito além da movimentação, armazenagem, transporte e distribuição, incrementando a amplitude de operação

Operadores logístiscos começam a trabalhar muito além da movimentação, armazenagem, transporte e distribuição, incrementando a amplitude de operação

O setor de tecnologia, aliás, representa 40% do faturamento da DHL Brasil e tem sofrido uma grande transformação. Para Menna, as grandes remessas tem se transformado em pequenas, também em virtude de pequenos magazines. “O número de notas fiscais por dia saltou de 8 mil para 40 mil e nossas entregas passaram do caminhão ao furgão e agora para o utilitário leve”, diz.

“Nos países emergentes o consumo deve crescer 45% até 2025, estamos falando, em termos globais, de 55 bilhões de Euros”, anuncia Ricardo Tadeu Guidi, diretor de Operações da DHL Logistics Brazil. Outro dado animador é que o segmento de supply chaim vem crescendo em média 10% ao ano sustentadamente.

A DHL Brazil, todavia, é a que mais cresce no mundo, tendo atingido 22% no ano passado. “No último trimestre no faturamento alcançou € 3,6 bilhões”, acrescenta Guidi.

A importância do segmento atingiu nível máximo também em virtude do progresso no atendimento ao consumidor brasileiro depois da lei de proteção ao consumidor. “A média de entrega no país baixou para entre três a três dias e meio graças a serviços cada vez mais especializados”, complementa. Hoje, a DHL tem 500 veículos dedicados contratados junto a 80 transportadores nacionais.    

O negócios do segmento no Brasil representam 15% do total nas Américas, posição que deve ser agora sedimentada. Além da redução nos custos de reparação e do grande ganho de tempo, o mais importante para os executivos da DHL é que esses serviços permitem à empresa atender ao crescimento da demanda sem outras preocupações.