Do campo à mesa

06/11/2017 às 11:04 - Atualizado em 06/11/2017 às 11:04

Transporte de alimentos orgânicos deve crescer 30% este ano na IBL Logística, empresa que movimenta mais de 12 mil t/ano deste tipo de carga

Pedro Bartholomeu

Com atuação multimodal no segmento de transporte e logística, a IBL Logística é descendente de uma das mais tradicionais famílias de transportadores do país, a Borlenghi, e mantém a escrita. Sua atuação no mercado de fármacos, orgânicos e eletrônicos a distingue e possibilita suportar o crescimento constante apesar dos anos seguidos de crise econômica no Brasil.

Com apenas 18 anos de vida, a IBL vem se destacando no mercado de transporte de produtos orgânicos, segmento onde já movimenta 12 mil toneladas por ano e prevê uma evolução de 30% este ano. A empresa também se destaca na movimentação de cargas de produtos alimentícios que somam 120 mil t/ano.

Outro setor de transporte em projeção no portfólio da IBL é o da transferência de eletrônicos, que em virtude do alto valor agregado obriga a empresa a operar cerca de 100 veículos blindados – um quarto de sua frota operacional -, e a contar com um poderoso aparado de segurança.

A sede da empresa localiza-se em Guarulhos, SP, em infraestrutura de 25 mil m² de galpões de armazenagem com capacidade de estocagem de 8 mil posições pallet em pé direito de 15 metros, garantidos por 200 pontos de vigilância, com câmeras de alta definição.

A estratégia da IBL Logística é manter o equilíbrio no faturamento entre os três principais segmentos atendidos. As cargas do setor de alimentos/orgânicos representam 25%, as industriais 15%, os fármacos alcançam 30% e os eletrônicos chegam a 30%.

“O sucesso da nossa operação está ligado à atenção do nosso pessoal em atender às peculiaridades de cada segmento”, explica Jonatas Spina Borlenghi, diretor Executivo da IBL Logística. O nível de eficiência desse atendimento é resultado da oferta de técnicos altamente especializados em cada setor e da oferta de instalações, equipamentos e procedimentos que garantem a máxima agilidade do processo e o mínimo de perdas em qualquer circunstância seja na manutenção de temperaturas corretas para os orgânicos ou cuidados extras para os produtos mais frágeis como os fármacos ou ligados à tecnologia da informação.

Isso é possível com o estudo isolado das necessidades de cada tipo de cliente e de acordo com o bem movimentado. Áreas e equipamentos segregados dedicados, segundo o dirigente, são ofertas que garantem a máxima segurança e produtividade para a transferência de produtos para clientes do porte de uma Samsung, Nativa ou Sony, por exemplo.

Com gerenciamento de risco próprio e uma centena de veículos blindados, a empresa se habilita a transportar cargas de alto valor agregado com a máxima segurança, colaborando na garantia do suprimento do mercado destes clientes sem qualquer hiato.

“A rentabilidade do nosso negócio equivale aos cuidados que temos com a operação customizada para esses clientes”, observa Borlenghi. Assim, a operadora exige um alto padrão em cada fase de sua operação. Na armazenagem, áreas climatizadas têm monitoramento e controle de temperatura 24 horas os sete dias da semana, um programa digital suporta o rastreio sem falhas dos lotes e validades de cada tipo de produto, no caso dos orgânicos e alimentos, desde a saída da fábrica até a colocação do item na prateleira do cliente final.

Esta é a razão de dispor de técnicos de alto nível e que conheçam profundamente as dificuldades de cada segmento em particular e que podem participar no desenvolvimento de soluções cada vez mais vantajosas para o cliente e assim perenizar a clientela.

No centro operacional de Guarulhos – há outros em Campinas e Ribeirão Preto, por exemplo -, a IBL oferece galpões que possibilitam a operação de 72 caminhões ao mesmo tempo para os transportes rodoviário e rodo-aéreo, atendendo cerca de 40 rotas regulares por todo o país, onde estão locados 70 agentes especializados de atendimento.

A estratégia da IBL parece muito bem acertada: durante 16 anos a empresa cresceu próximo dos 20% ao ano e nos últimos dois anos até acima disso. Isso resultou de uma forte atuação anticrise: a idade média da frota que variava entre 3 até um máximo de 4 anos subiu para pouco mais de 5 anos, o que levou a uma drástica elevação do número de agregados, hoje quase 80% da frota em operação.

Outro fator preponderante para se safar da crise foi o enxugamento da companhia: o número de funcionários que chegava a 1.280 pessoas em 2015 foi reduzido para apenas 550. “Embora triste esta foi a solução para manter a empresa sadia e a possibilitar uma rentabilidade de 8%, apesar da gigantesca queda de movimentação de cargas no país.”

“Nosso diferencial continua sendo o atendimento específico para a necessidade do cliente”, diz Borlenghi. No caso dos alimentos, a empresa opera pelo sistema first in-first off e contribui para garantir o mínimo de perdas, pois as cargas têm data de validade. “Nossa expertise no manejo desse tipo de mercadoria nos credenciará para atender toda a cadeia de suprimento no futuro”, comemora.

Com grande tradição nas cargas de lotação e fracionadas entre São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, a IBL está sempre atenta às tecnologias disponíveis. Nos implementos, por exemplos, diminuiu os tempos de carregamento ou descarregamento de 30 minutos para 5 minutos com a incorporação de carrocerias roletadas, duplicando a produtividade dos ajudantes. Agora promete operar com força também no segmento de higiene e limpeza