Rede Volvo cresce para atender mais

27/07/2016 às 8:47 - Atualizado em 27/07/2016 às 8:47

Rede Volvo cresce para atender mais

Rede Volvo cresce para atender ao aumento do uso de planos de manutenção e dos serviços de pós-venda, em contraponto à queda das vendas de novos

Matéria da Revista Edição nº126, no ano de 2015

No negócio de transporte rodoviário quem liga para crise perde o bonde. Tão logo o alerta vermelho ascendeu, e isso aconteceu no ano passado, varias montadoras trataram de buscar alternativas à queda vertiginosa das vendas de veículos novos e o foco rapidamente voltou-se para assistência técnica, com prioridade à venda de peças e serviços.

É exatamente isso o que está ocorrendo com a rede Volvo. O mais recente exemplo desse dar de ombros para a crise foi dado pelo rede Auto Sueco, que mudou sua sede em Cuiabá e lá investiu R$ 25 milhões, para formar sua sexta e maior concessionária – existem outras cinco no país. As novas instalações do grupo português Nors no Brasil são gigantescas: num terreno de 42 mil m² estão 9,5 mil m² de edificações e 22 mil m² de pátio preparado.

Um dos diretores do Nors presente à inauguração explicou que o grupo tem 82 anos, atua em 23 países e tem um faturamento de 1,5 bilhão de Euros, coisa de cerca de R$ 7,5 bilhões/ano. “O Brasil já representa 25% do nosso volume de negócios”, diz Jorge Guimarães, administrador-executivo da Nors, a rede com maior número de concessionárias da marca Volvo no mundo.

No Brasil, a montadora também não cessa os investimentos em serviços, tecnologia e nos serviços de pós-venda. ”Já abrimos cinco casas este ano e nos aproximamos das 100 concessionárias”, diz Claes Nilsson, presidente da Volvo Latin America. Para ele, isso significa que a empresa nunca relaxa na hora de disponibilizar serviços de qualidade à frota rodante de 300 mil veículos Volvo no Brasil.

Reinaldo Serafim, gerente de Pós-venda da Volvo no Brasil, salienta que este ano mais três concessionárias devem ser inauguradas e que o aumento de oferta também é um predicado do sucesso dos programas de manutenção oferecidos pela montadora. “Hoje um em cada dois caminhões Volvo são vendidos com plano de manutenção”, diz.

A evolução foi significativa, partiu de tímidos 3% em 2000 para 50% em 2015. “A mentalidade do transportador mudou, hoje ele gosta de trabalhar com custos de manutenção conhecidos”, custos que variam entre 8% a 10%. A grande diferença é poder contar com um alto índice de disponibilidade e ter previsibilidade para compor um frete que produza rentabilidade para a empresa e não prejuízo.

Bernardo Fedalto, diretor de Caminhões da Volvo, complementa dizendo que a partir da disponibilidade de um plano de manutenção, o empresário de transporte pode dispensar muito mais tempo aos principais alvos de sua empresa, que são o aumento da produtividade e a redução do consumo de combustível. “Mais concentrado na atividade em si, o transportador pode investir nestes pontos, que incrementam muito mais a rentabilidade do negócio.”

Economia

De fato, o consumo de diesel chega a representar entre 40 a 50% dos custos variáveis de uma frota e a obrigação do frotista hoje é melhorar a eficiência, com a implantação de cursos de treinamento e reciclagem, além de dispensar toda a atenção com o estado e conservação dos pneus.

Quem faz a contas é Álvaro Menocim, gerente de Engenharia da Volvo: Um caminhão que roda cerca de 15 mil km/mês com uma composição de 74 toneladas pode economizar 3% apenas com o treinamento dos motoristas. “Isso significa que o rendimento maior de 2 km/l para 2,06 km/l leva a uma redução de custos de R$ 21.750 para R$ 21.100/mês”, calcula. Ou seja, esses R$ 650/mês somam R$ 7.800/ano e numa frota de 100 unidades pode representar um caminhão inteiro por ano.       

Amargando uma queda de vendas de 50% este ano, a Auto Sueco tem sido bem sucedida no aumento do faturamento nos serviços de pós-venda, algo de se esperar quando cessa a compra do equipamento novo. Um desses exemplos é a troca de óleo em 50 minutos, onde o transportador tem o serviço cronometrado, se estourar o tempo, não paga nada.

Com o capricho no atendimento para cativar e perenizar os clientes da rica região graneleira do centro oeste, que reúne Sinop, Tangará, Rondonópolis, Vilhena e Porto Velho, Guimarães diz que o importante é pensar no futuro, não nas dificuldades do presente. Para ele, aliás, os investimentos na concessionária devem ser amortizados em cerca de 7 anos, se situação fosse de plenitude de vendas de novos e serviços não levaria mais de 4 anos, diz ele.