Volvo oferece novas alternativas na busca pelo melhor CTO urbano e rodoviário

27/07/2016 às 11:25 - Atualizado em 22/09/2016 às 4:05

Volvo oferece novas alternativas na busca pelo melhor CTO urbano e rodoviário

Volvo oferece novas alternativas na busca pelo melhor CTO urbano e rodoviário, um articulado hibrido de alta capacidade e um rodoviário que pode ter 14 metros

Matéria da Revista Edição nº128, no ano de 2016

Com a presença do presidente mundial da Volvo Bus, Håkan Agnevall, a montadora apresentou duas novidades em Curitiba tendo em mira a busca da mobilidade sustentável: o Hibribus, um hibrido articulado, e o B310R um chassi baseado no B11, que preenche uma lacuna na linha da montadora, que oferecia carros de 270 e 340 cv.

O hibrido articulado é um urbano de grande capacidade e que cumpre com o compromisso da Volvo como provedora de veículos mais sustentáveis. “Nossa grande preocupação é que até 2030 dois terços da população viverá em cidades e é preciso buscar tecnologias que possibilitem neutralizar as emissões, congestionamentos e ruídos.”

Com um custo 20 vezes menor que os sistemas sobre trilhos, as alternativas Volvo tem cativado os sistemas de transporte rodoviário urbano de passageiros da América Latina tanto assim que 17% das vendas totais ocorrem no continente.

Para Agnevall, a Volvo passa a oferecer a linha mais completa de veículos limpos e alternativos aos sistemas urbanos com os articulados híbridos, os hibridelétricos e os elétricos. “Temos a responsabilidade de buscar soluções sustentáveis, pois detemos 60% do mercado de BRT na America Latina.”

Os testes do Hibriplus, o ônibus hibrido articulado, em Curitiba durarão seis meses e fazem parte da segunda fase de um projeto de sustentabilidade entre a prefeitura brasileira e o governo sueco, incluindo diversas entidades.

O “Smart City Concept in Curitiba” prevê esse meio para a mobilidade sustentável. Ainda este ano, a terceira fase do projeto contará com um ônibus que operará 70% do tempo no modo elétrico, constituindo o hibrido elétrico. O carro da primeira fase foi um hibrido convencional, produzido e comercializado no Brasil.

“O ponto de partida para a evolução dessa alternativa é o custo de propriedade do veículo diesel e a necessidade de considerar os aspectos ambientais envolvidos”, diz Agnevall. Ele também informa que já existem 2.500 hibridos em circulação no mundo.

A tendência é que as negociações para instalação de sistemas híbridos é que haja participação de operadoras, municipalidades e concessionárias de energia elétrica, de maneira a formar uma empresa que remunere a energia (combustível) como se fosse com o diesel.

O sistema tende a apresentar diversas modalidades de remuneração, dependendo das facilidades e dificuldades de cada cidade. Algumas, por exemplo, estudam como remunerar a não emissão de carbono e baixo índice de ruídos.

Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America, prevê uma evolução gradativa dos híbridos, também devido à conscientização de autoridades e populações. “Em um turno já conseguimos montar sete veículos por dia em Curitiba”, calcula.

Pimenta também adianta que a telemetria avançada instalada no veículo faz muita diferença, já que monitora remotamente as necessidades de cada carro e remete os dados às estações de recarga, para que estas calculem o tempo de parada de cada unidade para recarga, isso além de informações de consumo, velocidade média, aproveitamento das frenagens etc.

Assim os problemas vão sendo resolvidos, sejam eles de gestão, consumo, baterias etc contando com parceiros de peso como a Siemens e ABB para interfaces comuns a vários fabricantes. A escala decerto possibilitará preços melhores tanto quanto a qualidade e eficiência das partes. Na Colômbia, por exemplo, já rodam 550 unidade hibridas. 

O articulado em questão tem capacidade para transportar 154 passageiros, em Curitiba operará numa linha de 33 mil passageiros/dia e 41 km de extensão e terá como “espelho” os carros diesel lá em circulação.

A solução engenhosa para o alto custo das baterias de ônibus híbridos e elétricos, e que inviabilizava a competitividade destes diante de outros sistemas de propulsão, foi o primeiro passo para a concepção de uma nova forma de financiamento. A nova tendência com grande chance de se firmar como uma alternativa de destaque é chamada de custo-eficiente e significa a venda de um sistema completo de ônibus elétricos, pronto para a operação.\

Solução Completa

O primeiro grande “abacaxi” das montadoras que investiram nos ônibus híbridos foi o elevado custo das baterias e sua relativamente curta vida útil. Para derrubar essa muralha, a Volvo Bus teve a brilhante ideia de comercializar o coletivo e alugar os acumuladores, tirando esse ônus das empresas e operadoras.

Agora, surge na Bélgica, mais precisamente na cidade de Namur, uma nova opção para financiar a implantação de um sistema de ônibus elétricos: No caso foi usada uma solução turn-key – ou pronta para usar -, na qual a Volvo assumirá a responsabilidade pela manutenção geral dos veículos e baterias, as estações de carga e carregadores, tudo incluído num custo mensal. Ou seja, uma nova forma de leasing operacional

Embora seja um sistema particularmente interessante para um tipo de transporte de elevado custo e baixa densidade de passageiros por linha, o modo de financiamento pode abranger até os grandes sistemas. Esta é a opinião de Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America: “A solução não é particular desse tipo de propulsão, mas facilitada porque o custo por passageiro quilômetro em vários países do primeiro mundo leva em conta também o custo ao meio ambiente.”

Outro detalhe importante é que, mesmo em grandes sistemas, existem áreas centrais onde o ônibus a diesel não é bem-vindo. O ônibus limpo veio para ficar, não há dúvidas, e sua utilização será disseminada ao longo do tempo. “Entre os emergentes o crescimento da alternativa será mais lenta pelo baixo grau de investimento”, diz Pimenta.

Os ônibus elétricos constituem uma alternativa muito além do simples ato de transportar passageiros, assumindo a missão de reduzir os problemas mais sensíveis às cidades atualmente, ou seja a má qualidade do ar e a poluição sonora. Hakan Agnevall, presidente da Volvo Buses, assegura: “A opção é a mais completa e competitiva para as cidades adotarem um sistema de transporte público sustentável.

A operadora de Namur, o Grupo TEC, transporta mais de 250 milhões de passageiros/ano e está melhorando o desempenho energético com o emprego dos Volvo 7900 Elétrico Hibrido. “Os ônibus também permitem uma operação silenciosa, melhorando a qualidade de vida dos habitantes ainda mais”, acrescenta Vincent Peremans, CEO do Grupo TEC.

Os Volvo operam silenciosamente e sem emissões por cerca de sete quilômetros. O recarregamento das baterias ocorre nos pontos terminais rapidamente e também durante o percurso, quanto a energia gerada nas frenagens é redirecionada para o sistema. Ainda, para garantir total segurança, um pequeno motor diesel, aumenta a autonomia e dá flexibilidade ao veículo se necessário.

Os 7900 funcionam no modo elétrico em 70% do tempo e possibilitam entre 75 a 90% menos emissões de dióxido de carbono em comparação com o ônibus diesel.  

Ao mesmo tempo em que fornece um veículo limpo e de alta capacidade para a cidade de Curitiba, a Volvo Bus atende a mais uma faixa de mercado com o lançamento do B310, baseado no consagrado chassi B11. “Estamos fazendo a complementação da linha, na busca pela liderança no mercado de chassis rodoviários”, diz Pimenta.

A iniciativa teve como objetivo ocupar uma lacuna da montadora. Até agora os chassis da Volvo atendiam a demanda de potencia de 270 cv e 340 cv e o novo 310 se coloca exatamente entre eles. “Não acontece mais a aventura de comprar potência excedente, os clientes se profissionalizaram e precisamos atendê-los na medida justa para que não haja nenhum desperdício.”

Novo Nicho

O dirigente da Volvo Bus destaca que o desenvolvimento do B310R foi fruto de uma parceria com a viação Princesa dos Campos, empresa paranaense que historicamente contribui com os projetos da sueca. “As informações do dia a dia são muito importantes para que possamos lançar qualquer produto, pois ele tem que atender plenamente às necessidades dos usuários”, assegura Pimenta.

Além de atender a uma faixa específica, o novo chassi tem peças e componentes comunizados com outras plataformas para possibilitar às empresas diminuir a quantidade de peças em estoque, o treinamento de motoristas e mecânicos e simplificar projetos de carrocerias, enfim contribuir para custos cada vez mais justos.

Segundo os testes realizados pela Volvo Bus, o B310R é 3% mais econômico que os concorrentes, desenvolve torque máximo de 1.500 Nm e permite carrocerias de até 14 metros, comprimento que possibilita a instalação de quatro poltronas a mais.

Esse é um ponto fundamental para Gilberto Vardanega, gerente de Ônibus Rodoviários da Volvo Bus Latin America, pois os clientes buscam veículos com maior eficiência de operação, unindo baixo custo operacional a alta capacidade de transporte.

Florisvaldo Hudinik, diretor Presidente da Princesa dos Campos – empresa com 400 ônibus e 83 caminhões e que realiza 22,5 mil viagens/mês na viação -, mostra-se satisfeito com a nova opção. “A substituição dos B340 pelos B310 nas linhas com até 200 km deve nos levar a uma economia de 89.476 litros de diesel (cerca de R$ 35 mil) por ano nos 32 veículos já contratados”, comemora. 

A economia de combustível também deriva do aparato tecnológico dos chassis, conectados por sistema wireless e que permitem acompanhamento em tempo real dos condutores pela administração, eventuais correções. ν